Beirut II
Cada lágrima como um passinho da bailarina
A saia de filó evolui pouco a pouco, rodopios
em linha reta.
Roda, para e roda.
Uma lágrima de cada vez
transbordam solitárias do mesmo cantinho
escorrem pelo mesmo caminho
Pá-Pá-Pá
Tum-Tum-Tum
E pingam no mesmo ponto
Como se depois
da morte
do abismo
da queda
pudessem fazer juntas, um mar

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